LET IT SHINE

                                         

Metamorfose ambulante

Eu sinto que tudo se renova em mim a cada dia. É como os exoesqueletos dos artrópodes, cada vez que eu cresço nasce algo novo dentro de mim, que digere o que foi velho e o que já passou. Então, eu saio do velho, abandono aquela “capa” antiga, que por ser menor e de uma etapa anterior da minha vida não me cabe mais. Assim, começo a usar a nova capa. A princípio me sinto insegura, frágil como um besouro quando abandona seu velho exoesqueleto. Mas depois ganho a segurança, a certeza que essa mudança foi melhor. Depois de um tempo, percebo que o frágil pode se tornar mais resistente, e que além de crescer eu posso ter sofrido uma metamorfose. Todo esse processo de muda, ecdise me faz entender que tudo é fase, e se ela não for suficiente, com o crescimento virão outras oportunidades de muda. Se os artrópodes conseguem mudar, inovar, crescer ao longo da vida por que eu, ser humano, última do cladograma, não posso mudar? Em vista disso, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante... como bem disse, Raul Seixas.
Sabrina Teles, 25/11/2009

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