Após longas datas, enfim, nos
chocamos nas vielas da vida. Não
fraquejei, entretanto, não me senti forte. Te olhei com olhos vazios. Olhos de
boa noite que ofereço a qualquer que passe por mim. Em minha cabeça,
borbulharam perguntas, mas a minha razão relutante não se deu ao trabalho de
respondê-las. Fui fria comigo mesma, abafei o palpitar do coração e mantive
firme o olhar no que, antes da sua chegada, sugava minha atenção. Me surpreendi
ao não sentir vontade de sair correndo do alcance dos seus olhos. Pois, para
mim, ainda não estava com a áurea que gostaria que me visse: completamente liberta, sem uma gota de sentimento. Nada transpareci. Vejo que estou pela metade. Estou
caminhando para chegar ao ápice do esquecimento. À culminância da liberdade do que passou. Foi
bom sentir o quanto estou a progredir. É delicioso saber que estou prestes a
evacuar a alma e o corpo de um amor que não te pertenceu. Deixo a vida levar, à moda leviana. Sem
esforços, não há dor, não há desgastes. Continue indo. Ao passo que você vai,
coisas novas, surpreendentes e maravilhosas surgem em meu viver. Não foi uma
oração, mas que assim seja.
Sabrina Teles, 20/06/2012


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