Parecia um passatempo. Não era inválido, mas realmente o tempo passava ao lado dele. Tentei mentir, tentei fugir, tentei não sentir, tentei fingir que ele não significava nada pra mim, mas valia muito.
Seu sorriso valeu ouro, suas palhaçadas diamantes, seu jeito me cativou tanto que não acreditava em tamanha felicidade em forma de gente.
Os momentos que passamos eram tão bizarros que pareciam irreais, as tramas que passamos eram coisas de novela. Mas não parecia que teria um fim; parecia que seria como das outras vezes.
Ninguém será igual. Porque ele se fez tão único, que em todo esse tempo não houve ninguém semelhante. Uma pessoa que me irritasse ou me fizesse sorrir da forma que ele me fez não encontrei.
A ausência virá, apesar de conviver fielmente com ela dia após dia, tinha a certeza que o encontraria assim que eu voltasse para lá.
Dos seus abraços não vou esquecer, de nada eu vou me livrar. Tenho certeza que seus caminhos foram trilhados pelo bem maior, e que a vontade dele seja feita sempre.
Por vezes eu disse que ele não tinha coração, que não amava a ninguém, mas foi nesse coração que disse que não existia, que a sua vida se rompeu. Já foi e não volta mais. Não posso dizer mais o que eu sinto nem sequer um adeus. Descanse em paz!
Sabrina Teles, 09/09/2010

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