Não é medo, nem receio. É neutralidade, é paciência para esperar o que talvez não venha. É a vontade muda, amiga dos sentimentos surdos e conhecida dos acontecimentos cegos.
Ao definir-se é contraditória, ao pronunciar-se é recatada. Ninguém nunca solicitou a sua existência, mas ela quis surgir para confundir-me e fazer-me embaralhar meus caminhos.
Não dói, mas não traz felicidade. Sensação de incompleto é o que o tempo tenta mostrar. Já os sinais dizem que é muito raso para entender e o melhor é fugir das incertezas do que as tê-las de forma nociva. Então fugirei.
Sabrina Teles, 31/08/2010

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