Queria te guardar, queria não apagar tudo. Mas não há somente nós dois, há um mundo inteiro, um mundo grande e repleto de pessoas, amores, sorrisos, lágrimas e um pouco mais. Não depende de mim, nem de você. Depende do que o tempo vai estar afim, do que ele vai querer dizer pra nós.
Não posso prever o futuro, nem saber do amanhã, mas sinto que o tempo nos dirá não. Dirá não a tudo que fizemos, dirá não pra os nossos planos e pra alguns desejos. Nada disso é por acaso, não é o destino. Andamos por pontes que nós construímos. Se ela for fraca cairemos na primeira travessia, se for forte pode resistir a algumas ventanias.
O mundo não pára para que nós possamos existir, ele continua aqui, rodando e mudando as coisas de lugar. É tempo demais para afirmarmos. São milhares de segundos, milésimos. São vários sols e várias luas, mas é apenas uma estação do ano para esperar, e outra para viver. Mas a que vivemos agora se prolonga muito mais do que aquela que está por vir.
Não posso viver o que não é meu e o que não sou eu, por isso adianto algum tipo de oscilação em nossas vidas enquanto é cedo, enquanto nem a metade do tempo se passou.
Não precisa temer como vou reagir, pois não irei fazer nada, porque eu sempre soube onde pisava, mas continuei trilhando um caminho incerto. Não estava previsto, mas dedução é a arte de quem não tem poderes para prever o futuro.
Está nítido e claro o que deve ou não ser feito, vá em frente e desista. Não preciso mudar quem sou e nem implorar o seu amor. Nunca precisei; eu já o tenho sem precisar pedir. Continue, mas siga sabendo que se disser oi para ela, terá que bruscamente me dizer um adeus sem volta.

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